
O álbum "Simone ao Vivo no Canecão" da cantora Simone. As gravações se deram na noite de 30 de dezembro de 1979, como registrado na arte do álbum. Na produção de estúdio o técnicos de gravação e mixagem de Franklin, Mayrton Bahia, Serginho e Amaro Moço, com cortes de Osmar Furtado. O show foi dirigido por ninguém menos que Flávio Rangel, diretor teatral e cenógrafo e teve na direção musical o maestro Nelson Ayres. O álbum foi um sucesso de venda e deu à Simone o seu segundo disco de ouro. Os músicos do show: Teclados: Nelson Ayres Baixo: Ivani Sabino Bateria: Willian Caram Guitarra: Olmir Stocker (Alemão) Sax e Flauta: Roberto Sion Vocal: Roberto / Ronaldo / Valdir Percussão: Alfredo Souza Tecladista: Édson Antonio Marinho Violino Spalla: Gentil Dias e pequena orquestra. Os Disco e a Abertura Política: Os anos finais da década de 1970 revelaram a face, já cansada, por trás da máscara do regime militar. Os artistas não toleravam mais a censura e a sociedade, como um todo, clamava pela abertura política. Pressionado pelas circunstâncias o presidente Geisel, dois anos antes, havia dado início à um programa de distensão do regime. Os discos de grandes artistas lançados durante toda aquela década traziam nas canções a denúncia das atrocidades perpetradas pelos governos militares e, por vezes, chamavam para a luta democrática. Esse álbum da cantora Simone não foi diferente. Embora tenha mesclado canções românticas, como "Jura Secreta" que abre o álbum, com canções mais políticas o disco (e o show) deixam evidente o caráter de engajamento da cantora. Que o faz de forma bem explícita ao incluir no repertório a canção "panfletária" de Geraldo Vandré "Pra não dizer que não falei das flores". Ao final, o disco se mostra equilibrado, entre boleros românticos que cantam amores acabados, sambas que exaltam reencontros e canções de protesto velado ou explícito. Os belos arranjos do maestro Nelson Ayres valorizaram a voz da cantora e a orquestra com cordas e metais deram força apoteótica ao espetáculo e ao disco.