
Lançado em 1976 o álbum de estreia do grupo Tarancón é uma produção independente e saiu com o selo da Star. Também há reprensagens que saíram com outros selos. É o caso da Crazy Gravadora (1977 Chile), Phonic S.A. (1978 Espanha), Copacabana (1981 Brasil), Movieplay (1992 Brasil), ect. A músicas incluídas no disco, excetuando Tinku, fizeram parte do espetáculo "Gracias a la vida" apresentado no início de 1974. O álbum tem doze faixas, contando com músicas folclóricas do Brasil, Bolívia e uma canção cantada em quíchua (a milenar língua falada por alguns povos andinos). Além de músicas de autoria de Violeta Parra, Victor, Jara, Atahualpa Yupanqui, Rolando Alarcon, dentre outros. Se faz muito presente os temas referentes à questões sociais ligadas ao processo de colonização e de luta por direito à terra. O grupo: O Tarancon é um grupo musical bem peculiar. Manteve-se independente, bancando as gravações e prensagem dos seus discos eles mesmos. Fundado em 1972 foram pioneiros em prestigiar a diversidade da música latino-americana, trazendo para o seu repertório canções caribenhas, andinas e tradicionais da Bolívia, Peru, Argentina, Chile, além do Brasil. Na primeira formação faziam parte os músicos Miriam Miráh, Emílio de Angeles Nieto, Marli Pedrassa, Alice Lumi, Halter Maia, Jica Nascimento e Juan Falú. Em 1976 sai o álbum de estreia "Gracias a la Vida". Hoje são onze discos lançados, incluindo um ao vivo. Apresentando-se em circuitos independentes e alternativos (pequenos teatros, praças, espaços universitários) o grupo cultivou uma miríade de fãs muito fieis ao grupo, graças a qualidade de seus músicos e ao repertório variado e bem escolhido.