
Desde 1968, com o advento da Bienal do Samba, Paulinho está na memória afetiva e musical de Zé Renato. Seu Pai, sempre ele, adorava "Coisas do mundo, minha nega", canção de Paulinho que concorrente neste festival. A partir daí o universo de Paulinho e Zé Renato se entrelaçaram para sempre. "Paulinho é um herdeiro da realeza da música brasileira", diz Zé Renato. E foi em muitas madrugadas do ano de 2019, sozinho com seu violão, que Zé Renato revisitou canções alheias, as mais diversas, que o tocavam particularmente. E, invariavelmente, o repertório de Paulinho da Viola fazia-se presente de maneira especial. Assim surgiu "O Amor É Um Segredo". "Leveza, a palavra chave do disco. Optei por nove sambas, uma boa parte deles não tão conhecidos. Nas escolhas que fiz há também uma explícita dose de tristeza como, ao meu ver, foram criados os mais lindos sambas que conheço. Na triste beleza dos sambas, percebe-se o traço requintado que permeia toda a obra de Paulinho. Ele é um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos. Faz tempo que suas músicas ajudam a embelezar o repertório de inúmeros intérpretes. Modestamente, chegou a minha vez".