Chorar no Club é uma festa — sobre o quanto precisamos todos de terapia e de curar os nossos corações partidos.” Este álbum acendeu uma vontade e uma sede que eu não sabia que precisava. Adoro sair da caixa em que toda a gente acha que eu vivo. Não me quero repetir, não quero ficar demasiado confortável na minha pele. Quero experimentar, quero dar o que tenho e o que ainda nem sei que existe — ser artista é viver a fazer perguntas. Chorar no Club é um reencontro com a mulher que fui antes da maternidade e com a mulher que estou a descobrir — é ousado, feminista, sexual, também solitário, introspectivo, e acima de tudo, livre. É um álbum que fala sobre fugirmos das nossas vidas para a noite, não para fingir que somos felizes, mas para enganar a solidão e chorar a dançar, misturado na multidão. Vivi muito tempo da minha vida a trabalhar em discotecas e a escapar da minha casa. Costumava dizer que tive mais conversas honestas numa cabine de DJ do que numa igreja. “Chorar no Club é o meu primeiro álbum com heterónimos. Cabem nele todas as minhas personalidades, e com elas as suas dúvidas, os seus desejos. É o primeiro álbum que faço desde o Casa que tem vários produtores — amo cada um deles com todas as minhas personalidades.