
A Mixtape F.F.A (Formas de Fazer Arte) é um projeto sintetizado ao longo de um período de muito aprendizado e situações vivenciadas pelo artista protagonista, Opaysa. Situado na Zona Leste de Belo Horizonte, muito auxiliado pelo coletivo do qual faz parte - GORDAOMOBZL, o artista procurou expressar sua sonoridade de forma mais coesa com o que admira e almeja, buscando juntar as referências musicais que o formaram com o tipo de música que gostaria de entregar ao seu público. Acompanhado de mais de 10 outros artistas locais de BH, desliza por vertentes do gênero HipHop, como bounce, plug, ambience, detroit, trap, e mais. De forma muito assertiva, na síntese do projeto, os artistas envolvidos conseguiram executar um trabalho de alta qualidade - tendo em vista que todo o trampo foi feito de forma independente, do audiovisual à Mix/Master. Formas de Fazer Arte vem de uma parte mais que artística de Opaysa: tem esse nome por conta de sempre ter muito interesse na música desde a infância, ao passo que era uma criança muito agitada e interessada em aprender coisas novas. Por conta disso, além de ter alusão às situações em que teve vivências e aprendizados, refere-se também à música em si e o que se formou e vem se formando até os dias de hoje com o auxílio dela. Cabe tanto à infância quanto aos dias de hoje. Quanto a parte técnica das faixas, conta com produções instrumentais de artistas consolidados no underground belorizontino e que possuem muitas conexões ao longo do Brasil, como Elipe, Ladoss, vlealf, dxmirr, etc. Como reflexo de todo o processo que foi necessário para a execução do projeto, boa parte das músicas tem a Mix/Master assinada pelo próprio Opaysa, que procurou, tal como dito, sintetizar uma ligação entre o que gostaria de passar e o que gosta de ouvir. Igualmente, no quesito audiovisual, toda a produção foi feita de forma independente, a qual não teria sido possível sem o Rafão, que assinou a gravação do visualizer. O artista principal em questão tem algumas participações em movimentos underground na grande Belo Horizonte: marcou presença, juntamente de seu coletivo, em diversos shows de cunhos culturais promovidos pelo Ateliê Cultural; fez parte de eventos de trap; etc. Então, concatenando vertentes da arte - como fotografia, moda e música - Opaysa relata vivências do dia a dia e aprendizados por meio de figuras de linguagem e uma métrica diferenciada. Por ter um contato mais íntimo com instrumentos de percussão devido a uma época de sua vida em que tocava na igreja, preocupa-se mais com o ornamento da lírica com a métrica os instrumentais, o que pode-se dizer que é o seu grande diferencial. O mais importante é que todos envolvidos nesse trabalho têm sua própria identidade e conseguiram transmitir exatamente o que deveriam. O resultado é uma conquista. Equipe GORDAOMOBZL.