
Em seu processo de empoderamento como indivíduo, Max Souza atravessou conflitos internos e particulares, mas, ao contrário do que alguns têm como costume, não criou um personagem para interpretar essa experiência. Max entende que essa percepção é somente mais uma das múltiplas faces do seu eu. Assim, o artista compôs a faixa "Alter Ego", que deu origem ao seu primeiro disco oficial de mesmo nome. No EP, o artista explora este processo de autoconhecimento, afirmação e domínio de si, reconhecendo suas potencialidades e limitações. O "outro eu" narrado na obra, surge dessa construção de outro alguém a partir do aprofundamento em si mesmo. Construído em cinco faixas, o EP “Alter Ego” (2016) contou com a produção musical de Celson Ramos. O produtor, que já trabalha com a música há mais de duas décadas, trouxe referências da Black Music para o disco e criou uma musicalidade versátil e ao mesmo tempo homogênea ao mesclar o estilo com o trap, entregando um conceito clássico/inovador à obra. A produção da faixa Alter Ego - em especial - ficou a cargo de Everton Beatmaker. O EP também traz as participações de outros artistas mineiros, como Sarah Guedes, Well, Thaís Moreira e Dieguinho. O disco traz a oscilação entre emoções e transmite sentimentos diversos ao que escuta, da certeza à reflexão. Expondo discursos de autoquestionamentos, e diálogos com Deus.